As habilidades mais valorizadas nos próximos 5 anos

30/12/2020

O estudo The Future Of Jobs 2020, report anual produzido pelo Fórum Econômico Mundial, demonstra que o padrão de adoção de novas tecnologias varia entre as indústrias. O grande impacto está no deslocamento das atividades, antes feitas por humanos, para a execução por máquinas. Até 2025, cerca de 85 milhões de empregos serão eliminados por causa da aceleração de adoção de novas tecnologias. Por outro lado, 97 milhões de ocupações deverão surgir. O saldo segue positivo, contudo, é preciso estar preparado para a mudança.

Nuvem, IoT, BIG data e e-commerce prosseguem no topo da lista das tecnologias super adotadas, entretanto, houve incremento das áreas de criptografia, robôs e Inteligência Artificial (IA). Se por um lado o Big Data, os robôs e a Internet das Coisas (IoT) são cada vez mais utilizados na mineração e na metalurgia, a criptografia cresce nos setores públicos. A IA vem sendo amplamente adotada por empresas de serviços financeiros, saúde, transporte e no universo da comunicação.

As atividades em que os humanos vão permanecer competitivos serão mais desafiadoras: não basta apenas correr atrás do conhecimento das novas tecnologias; “as capacidades comportamentais serão realmente a ‘bola da vez’. no mundo do trabalho digital: estamos falando do pensamento crítico e analítico, solução de problemas complexos, aprendizado contínuo, criatividade, comunicação e colaboração”.

JUVENTUDE
Mais recentemente, muito impulsionada pela pandemia, cresceu a busca por habilidades de autogestão como a escuta ativa, resiliência e flexibilidade. Por causa dessa competitividade entre humanos, máquinas e algoritmos, os jovens, em especial, precisam mudar a forma de encarar o mercado de trabalho, me explica Erica: “Por conta da queda da força de trabalho tradicional, é preciso que nos próximos anos as gerações se adequem logo no começo da sua graduação a condições mais tecnológicas e comportamentais esperadas pelo digital. Alguns cursos podem demorar para implementar a tecnologia em sua grade de estudo e, por isso, o próprio aluno deve ir atrás de atualizações via cursos rápidos e complementares”.

A solução para que os jovens se preparem para encarar esse novo mercado, define Erica, está basicamente sustentada por dois pilares: do lado mais técnico, manter-se atualizado sobre as novas tecnologias e melhorar o inglês. O outro é buscar constantemente o desenvolvimento pessoal do ponto de vista emocional e social. Essas últimas habilidades são um desafio, pois as escolas tradicionais não estão acostumadas a ensinar as questões mais comportamentais. Já vejo algum movimento em direção ao estímulo dessas habilidades, todavia ainda acho que o ensino tradicional está engatinhando nesse sentido.

Fonte: Época


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